E a podridão escorre pelo Ipojuca como o crack nas veias do viciado. A morte das águas é lenta; trás a indolência letal do metano que, remansamente, mina suas partículas de veneno azuláceo em solução saturada de morte. É uma morte sigilosa circunvalando as águas de raízes podres dando um fim a tudo, gentilmente.
A grande caranguejeira avança sobre a luz, espalhando suas teias pelo que seria o futuro, aprisionando, para nos devorar… pacientemente.
Ah! a loucura humana…
Poesia de Carlos Paiva.
E a podridão escorre pelo Ipojuca como o crack nas veias do viciado. A morte das águas é lenta; trás a indolência letal do metano que, remansamente, mina suas partículas de veneno azuláceo em solução saturada de morte. É uma morte sigilosa circunvalando as águas de raízes podres dando um fim a tudo, gentilmente.
A grande caranguejeira avança sobre a luz, espalhando suas teias pelo que seria o futuro, aprisionando, para nos devorar… pacientemente.
Ah! a loucura humana…
Poesia de Carlos Paiva.
E a podridão escorre pelo Ipojuca como o crack nas veias do viciado. A morte das águas é lenta; trás a indolência letal do metano que, remansamente, mina suas partículas de veneno azuláceo em solução saturada de morte. É uma morte sigilosa circunvalando as águas de raízes podres dando um fim a tudo, gentilmente.
A grande caranguejeira avança sobre a luz, espalhando suas teias pelo que seria o futuro, aprisionando, para nos devorar… pacientemente.
Ah! a loucura humana…
Poesia de Carlos Paiva.
Ilustrada por Cézar Siqueira (ilustrador da obra original) e editado por Walmiré Dimeron.
Esta obra nasceu do desejo de dar uma face diferente ao poema, de ampliar o alcance de sua mensagem, tornando a obra atraente a outros olhos, alcançando assim um público que se relaciona mais intimamente com a linguagem dos quadrinhos e sua narrativa sequencial, explorando mais a fundo a realidade do abandono e esquecimento do rio Ipojuca, tanto o aspecto ambiental quanto o histórico, de sua fundamental importância para o nascimento de todas as cidades que o rio banha com suas águas, da vida que alimentou e saciou a cede ao longo do tempo e de seu trajeto. Uma jornada de poesia e arte da nascente ao litoral, do passado para o presente, na busca de resgatar O Rio Esquecido.