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“Permitam-me cultivar meus delírios.”

Autor revelado e publicado, Carlos Paiva não se exime em nos surpreender no estilo e na ousadia, trazendo uma obra visceral, densa e, sobretudo, humana. Há um tripé onde estas páginas estão ancoradas: angústias, delírios e alucinações, construídas a partir dos sons e dos ritmos que regem uma poesia sem concessões. 


Caco, o protagonista, nos guia pelas mãos e nos apresenta o seu mundo caótico, delirante e perturbado. No seu universo onírico, a fantasia e a crueza possuem a mesma medida. 


Transitando entre memórias, doces recordações e a fria verdade da sua condição psíquica, ele trava uma luta titânica por um segundo apenas de paz, sem as incoerências – ou coerências – mentais que o torturam.


É uma busca incansável pelo sagrado e simples prazer da existência banal, que, no seu caso, é um fardo de dimensões colossais, já que há olhos esbugalhados e perseguidores por toda parte, há vozes e fantasmas.No entanto, há também na sua dolência e insânia, uma fecunda imaginação nos momentos em que lampejos de lucidez lhe permitem divagar e invocar um universo azul, onde ele é livre e que livre voa.


Esse mundo de Caco, em tese, surreal, é mais real do que possamos imaginar. Muitos Cacos existem por aí, ao nosso lado, imperceptíveis, abafados pela estridência do mundo ou, ainda, habitando nossas mentes, nos nossos labirintos mais improváveis. 


Bem-vindos ao mundo o azul. O mundo de Caco.

“Permitam-me cultivar meus delírios.”

Autor revelado e publicado, Carlos Paiva não se exime em nos surpreender no estilo e na ousadia, trazendo uma obra visceral, densa e, sobretudo, humana. Há um tripé onde estas páginas estão ancoradas: angústias, delírios e alucinações, construídas a partir dos sons e dos ritmos que regem uma poesia sem concessões. 


Caco, o protagonista, nos guia pelas mãos e nos apresenta o seu mundo caótico, delirante e perturbado. No seu universo onírico, a fantasia e a crueza possuem a mesma medida. 


Transitando entre memórias, doces recordações e a fria verdade da sua condição psíquica, ele trava uma luta titânica por um segundo apenas de paz, sem as incoerências – ou coerências – mentais que o torturam.


É uma busca incansável pelo sagrado e simples prazer da existência banal, que, no seu caso, é um fardo de dimensões colossais, já que há olhos esbugalhados e perseguidores por toda parte, há vozes e fantasmas.No entanto, há também na sua dolência e insânia, uma fecunda imaginação nos momentos em que lampejos de lucidez lhe permitem divagar e invocar um universo azul, onde ele é livre e que livre voa.


Esse mundo de Caco, em tese, surreal, é mais real do que possamos imaginar. Muitos Cacos existem por aí, ao nosso lado, imperceptíveis, abafados pela estridência do mundo ou, ainda, habitando nossas mentes, nos nossos labirintos mais improváveis. 


Bem-vindos ao mundo o azul. O mundo de Caco.

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Carlos Paiva

autor

Recifense, Carlos Paiva nasceu em 1953, é bacharel em Ciências Contábeis pela UFPE e hoje reside em Caruaru.

Autor do livro “O Rio A Cidade O Tempo O Mundo” (2022) e coautor da graphic novel “O Rio Esquecido” (2023).

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